O Banco Central informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em recursos esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. O balanço considera valores contabilizados até agosto deste ano.
Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão está relacionado a 2,36 milhões de empresas. O sistema do BC também permite consultar valores deixados por pessoas falecidas.
Destinação dos recursos
No começo de maio, o governo anunciou que usaria entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões dos recursos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas.
No fim de maio, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO). O fundo oferece garantias a instituições financeiras e pode cobrir eventual calote de tomadores de crédito.
O governo informou que 10% do saldo transferido ficaria separado para atender a possíveis pedidos de resgate. A operação não passou pelo orçamento da União e, por isso, os valores não foram incluídos nos limites de gastos, que não podem crescer mais de 2,5% ao ano acima da inflação.
O Tribunal de Contas da União apura a destinação dos recursos. Caso o montante tivesse sido incluído formalmente no orçamento, o governo teria de bloquear o mesmo valor em outras despesas discricionárias.
Como consultar
A consulta é feita pelo sistema do Banco Central. Para receber o dinheiro, é necessário fornecer uma chave Pix. Quem não tiver uma chave cadastrada pode procurar a instituição financeira para combinar a forma de pagamento ou criar uma chave e voltar ao sistema para solicitar a devolução.
No caso de valores de pessoas falecidas, a consulta pode ser feita por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, mediante o preenchimento de um termo de responsabilidade. Depois da consulta, é preciso contatar as instituições que mantêm os valores e verificar os procedimentos para o recebimento.

