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Justiça determina penhora de parte da receita de evento de Ricardo Nunes

Decisão atinge 20% da receita bruta de evento em Brasília; empresário afirma que não foi citado pessoalmente no processo trabalhista.

Justiça determina penhora de parte da receita de evento de Ricardo Nunes
Foto: Grupo R1/Divulgação

A Justiça do Trabalho de Brasília determinou a penhora de 20% da receita bruta que Ricardo Nunes receberá por um evento no Distrito Federal. Fundador da Ricardo Eletro, Nunes atualmente atua como coach de empresários e contesta a decisão.

A ordem foi publicada em 24 de setembro, depois que a Justiça não encontrou recursos nas contas bancárias do empresário. A medida foi tomada pela juíza Ticiane Santos Silva em um processo no qual uma vendedora cobra R$ 99,6 mil em dívidas trabalhistas da rede varejista.

Nunes afirmou que vai recorrer e que jamais foi citado ou intimado pessoalmente na ação. Em nota, sua assessoria disse que o processo tramitou por citação por edital e que ele e sua defesa não tiveram conhecimento formal da demanda até a emissão do posicionamento.

Evento em Brasília

O evento está marcado para 14 de outubro, no Quality Hotel, em Brasília. A palestra faz parte da turnê Máquina de Vendas, voltada a empresários com faturamento acima de R$ 2 milhões por ano. Os ingressos custam de R$ 97 a R$ 497, na categoria VIP.

Segundo Nunes, a turnê já reuniu mais de 20 mil empresários. A proposta é ensinar os participantes a construir uma máquina de vendas e fazer o negócio crescer de verdade. A organização do evento é atribuída a uma empresa terceira, responsável pela venda dos ingressos e pela arrecadação.

Relação com a varejista

Nunes deixou a sociedade da Ricardo Eletro em 2018. A assessoria afirma que ele não exercia a gestão da companhia desde 2015, quando renunciou com a entrada de executivos de mercado. A empresa foi adquirida pela Starboard em 2018.

A Ricardo Eletro foi fundada em 1989 e chegou a ter mais de 1.100 lojas no país. Em julho, teve a falência decretada após uma crise que, segundo a própria empresa, começou entre 2014 e 2016, período em que Nunes ainda integrava a sociedade. A companhia atribuiu o quadro a uma queda de faturamento combinada com despesas elevadas e um ciclo de iliquidez.

Em 2020, Nunes foi preso sob suspeita de sonegação fiscal e liberado posteriormente. Ele negou irregularidades na gestão. A assessoria sustenta que a dívida cobrada pertence ao passivo de uma das empresas do grupo Máquina de Vendas e que a ação foi movida em 2022, mais de cinco anos após a venda ao fundo.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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