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Economia

Leilão do pré-sal arrecada R$ 503,4 milhões com sete áreas concedidas

Petrobras, Prio, Equinor, Galp, CNOOC e Sinopec venceram lotes; outras seis áreas não receberam propostas.

Leilão do pré-sal arrecada R$ 503,4 milhões com sete áreas concedidas
Foto: Folhapress

O governo concedeu sete áreas de exploração de petróleo no pré-sal em um leilão realizado na manhã desta segunda-feira (7). Outras seis áreas não receberam propostas. A arrecadação com bônus de assinatura somou R$ 503,4 milhões.

Petrobras, Prio e Equinor ficaram com dois blocos cada. A portuguesa Galp participou de uma das áreas em parceria com a Equinor. O sétimo lote foi arrematado pelo consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec.

Nenhum dos lotes teve concorrência: em cada caso, o vencedor foi o único a apresentar proposta. O leilão colocou à disposição 13 áreas do pré-sal, no maior pacote desde o início do modelo atual de licitações, em 2022.

A ausência de disputa foi associada, por executivos do setor, a uma estratégia de escolha de áreas próximas a blocos já operados pelas empresas. Luiz Fernando Paroli, presidente da PPSA (Pré-Sal Petróleo SA), afirmou que os blocos atuais não têm a mesma dimensão de áreas ofertadas no passado e podem gerar ganhos de integração operacional.

A Equinor venceu uma área próxima de Bacalhau, campo onde já produz petróleo na bacia de Santos. “É uma área que a gente já conhece”, disse Letícia Andrade, vice-presidente de Gestão de Ativos no Brasil. Segundo ela, a proximidade pode abrir espaço para sinergias.

A Prio, por sua vez, participou pela primeira vez de contratos de partilha da produção. A empresa arrematou duas áreas próximas ao bloco de Wahoo, operado na bacia de Campos. Nesse modelo, a PPSA atua como sócia e administra a participação do governo.

Ágio e próximas ofertas

Embora não tenha havido disputa, todos os blocos concedidos registraram ágio na parcela da produção destinada ao governo. O bônus de assinatura é fixo, e vence a empresa ou o consórcio que oferecer a maior fatia da produção futura ao governo. Se todas as áreas fossem concedidas, a arrecadação com bônus chegaria a R$ 1,24 bilhão.

Paroli atribuiu os ágios às sinergias esperadas pelas empresas. “Como os custos serão menores, elas podem pagar mais ágio.”

Dezenove empresas estavam inscritas nessa etapa, incluindo Exxon, Chevron, TotalEnergies e Shell, que não apresentaram ofertas. Durante a tarde, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) oferecerá 313 áreas fora do pré-sal.

A etapa da tarde inclui áreas em nove bacias sedimentares das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Cinco bacias têm blocos em terra, enquanto quatro contam com áreas em águas profundas ou ultraprofundas.

Na margem equatorial, a única bacia incluída é a do Ceará. Não foram ofertados blocos na bacia da Foz do Amazonas. A ANP também retirou cinco blocos da bacia do Parnaíba após identificar erros de delimitação que conflitavam com critérios socioambientais.

Para essa fase, 46 empresas estão inscritas. O secretário de Petróleo e Gás do MME, Renato Dutra, afirmou que o governo pretende ampliar a oferta exploratória com cerca de 50 novos blocos na bacia de Pelotas nos próximos meses. Na semana passada, a ANP propôs 501 novos blocos na margem equatorial brasileira.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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