O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, voltou a suspender o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, ligado ao deputado federal André Janones (Rede-MG). O ministro afirmou que o presidente Lula pode ser responsabilizado pelo uso da ferramenta.
Para que o canal volte a funcionar, a decisão exige o cumprimento de condições, entre elas a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral. Kassio também considerou “incontroverso” que Janones atua em coordenação com a campanha presidencial, o que, segundo a decisão, torna obrigatório o registro do canal no TSE.
A medida foi tomada depois que a área técnica do tribunal informou que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas. Para o setor técnico, isso criou uma lacuna na análise de riscos.
Em um dossiê encaminhado ao TSE, a campanha de Flávio contabilizou 499 mensagens apagadas. Entre elas estavam três conteúdos que já haviam sido classificados anteriormente pelo tribunal como fake news e tinham ordem de remoção.
O canal, que reúne 4 milhões de seguidores, foi criado para promover a candidatura de Lula e já havia sido suspenso no domingo, também por decisão de Kassio, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
A ação mencionava conteúdos sobre Nossa Senhora, uma suposta ligação de Flávio com milícias e lavagem de dinheiro na Kopenhagen, além de cortes no INSS. O jurídico de Flávio, porém, não anexou atas notariais nem registros digitais desses conteúdos.
Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Cueva, reverteu a decisão até que o plenário analisasse o caso. Na segunda (12), a área técnica afirmou não ter encontrado no canal os conteúdos citados no processo, mas admitiu que eles poderiam ter sido apagados.


