São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00%
A economia explicada todos os dias
Economia

Rondônia entra em cadastro de trabalho escravo pela primeira vez

Atualização do Ministério do Trabalho inclui 82 empregadores; 151 nomes foram retirados após dois anos no cadastro.

Rondônia entra em cadastro de trabalho escravo pela primeira vez
Foto: Divulgação/MTE

O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu 82 novos empregadores na lista suja do trabalho escravo, atualizada nesta terça-feira (6). Rondônia aparece pela primeira vez no cadastro desde sua criação, em 2003, tornando-se a primeira unidade da federação a integrar a relação.

O processo envolvendo o estado trata de dois trabalhadores encontrados em condições degradantes e análogas à escravidão. As informações do caso estão sob sigilo. A assessoria de imprensa do governo de Marcos Rocha (PSD) foi procurada por email por volta das 11h30 desta terça-feira, mas não houve resposta registrada.

Distribuição dos casos

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, o número de novos empregadores caiu 51,48% em relação à atualização anterior, feita em abril deste ano. Minas Gerais lidera a lista, com 19 casos, seguido pela Bahia, com oito. Amazonas e Maranhão aparecem com seis ocorrências cada.

A criação de bovinos para corte concentrou o maior número de trabalhadores resgatados nesta atualização: oito. Os serviços domésticos vêm na sequência, com sete pessoas encontradas em condições análogas à escravidão. As atividades de produção de carvão vegetal e de café registraram seis trabalhadores identificados cada uma.

Ao mesmo tempo, 151 nomes deixaram o cadastro. Os empregadores permanecem na lista por dois anos.

Em agosto, uma operação coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 479 trabalhadores em condições análogas à escravidão em ações realizadas em todas as regiões do país. Os órgãos envolvidos estimaram o pagamento de R$ 3,49 milhões em verbas rescisórias às vítimas. Minas Gerais também havia concentrado o maior número de casos nessa operação.

Na atualização de abril, a montadora BYD e o cantor Amado Batista tinham sido incluídos. Dois dias depois, a empresa chinesa foi retirada por decisão judicial. Após a divulgação daquela lista, o secretário de inspeção do Trabalho foi dispensado. Auditores fiscais acusaram o ministro Luiz Marinho de interferir e fragilizar o combate ao trabalho análogo à escravidão.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.