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Fachin mantém sigilo de inquérito das fake news antes de arquivamento

Ministro afirma que 104 procedimentos ainda precisam ser analisados antes da divulgação integral dos documentos.

Fachin mantém sigilo de inquérito das fake news antes de arquivamento
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O ministro Edson Fachin negou o acesso imediato de Luiz Fux ao inquérito das fake news. Antes de tornar o caso público, Fachin afirmou que ainda é necessário analisar procedimentos que permanecem pendentes. Depois dessa etapa, o inquérito deverá ser arquivado definitivamente e os documentos poderão ser divulgados integralmente.

A Presidência do Supremo Tribunal Federal informou que foram identificados 104 procedimentos relacionados ao inquérito, entre petições e investigações preliminares. O material ainda está em organização e análise, para que a Corte defina as medidas aplicáveis a cada caso.

O que pode ser acessado

Três dos quatro procedimentos solicitados por Fux são públicos e podem ser consultados imediatamente, segundo a Presidência do STF. O acesso ao inquérito das fake news depende, porém, da avaliação de documentos que continuam sob sigilo.

Entre os casos que Fux pretende examinar estão o inquérito das fake news, a investigação sobre milícias digitais, as apurações que resultaram nas condenações de Jair Bolsonaro e aliados na chamada trama golpista e a investigação sobre falsificação de cartões de vacina.

Após a análise de Fachin, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar as medidas possíveis, incluindo eventual denúncia ou pedido de arquivamento. O ministro afirmou que pretende concluir os procedimentos pendentes e cumprir as etapas processuais necessárias antes de promover o arquivamento definitivo.

Pedido apresentado pelo PP

A solicitação de Fux foi feita em uma ação do Progressistas (PP), apresentada em abril de 2024. O partido apoia o senador Flávio Bolsonaro em sua candidatura à Presidência da República, e a ação está parada desde então.

O PP questiona uma decisão de Alexandre de Moraes, que determinou a apuração separada e sigilosa dos fatos relacionados à operação Tempus Veritatis. A investigação tratou de uma tentativa de golpe atribuída à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O partido afirma que a decisão de Moraes viola princípios constitucionais, como o juiz natural, a segurança jurídica, o devido processo legal e o contraditório. Também contesta a definição de Moraes como relator e menciona a existência de decisões e despachos sigilosos.

Fux sustenta que parte do material já não está sob sigilo e foi fornecida a advogados. Segundo o ministro, o acesso é necessário para que ele avalie os pedidos do partido. Ele também afirmou que a decisão não antecipa sua análise sobre a validade do procedimento, a conexão entre os processos, a competência do STF ou o cabimento da ação.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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