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Política

André Mendonça vota em Brasília e defende protagonismo do eleitor

Vice-presidente do TSE recusou prioridade, esperou cerca de 25 minutos e votou às 9h45 na capital federal.

André Mendonça vota em Brasília e defende protagonismo do eleitor
Foto: Folhapress

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou na manhã deste domingo (4) em uma escola de Brasília. Ao falar com jornalistas, afirmou que o eleitor deve ocupar o centro do processo eleitoral.

"Hoje é um dia importante para o país. Um dia onde o povo é o protagonista e ele deve ser o grande vencedor", disse Mendonça. Ele também declarou esperar que a população escolha seus candidatos com responsabilidade e conforme sua própria perspectiva e realidade.

O ministro chegou pouco depois das 9h e foi recebido pelo juiz eleitoral responsável pela zona de votação. Uma representante local ofereceu a possibilidade de votação imediata, por ele ser uma autoridade da Justiça Eleitoral. Mendonça recusou a prioridade, permaneceu na fila por cerca de 25 minutos e votou às 9h45.

Durante a espera, algumas pessoas o cumprimentaram e o parabenizaram pelo trabalho no Supremo. Houve pedidos de fotografias e aplausos quando ele deixou a escola. Outras pessoas demonstraram incômodo com a presença do magistrado e criticaram sua atuação em conversas laterais. Não houve abordagem agressiva nem intercorrência.

Crise no Supremo

Mendonça esteve no centro da crise que atingiu o Supremo em setembro e ocupou parte do debate das campanhas. A divisão entre ministros ganhou contornos de polarização eleitoral no último mês.

O protagonismo do ministro começou em fevereiro, quando ele assumiu a relatoria do caso Master. Às vésperas do primeiro turno, passou a ser criticado por integrantes do governo Lula (PT), que avaliam que ele atua politicamente na campanha para beneficiar Flávio Bolsonaro (PL). A oposição, por outro lado, passou a defendê-lo publicamente.

A disputa interna se intensificou em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que aponta Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Os processos da investigação chegaram ao gabinete que também tratava do caso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mendonça estava acompanhado de ao menos dois assessores, cinco seguranças e agentes da Polícia Militar.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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