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Tecnologia

Anatel discute divisão da faixa de 6 GHz entre Wi-Fi e redes móveis

Provedores regionais defendem o compartilhamento do espectro, enquanto operadoras querem preservar espaço para o 5G e o 6G.

Anatel discute divisão da faixa de 6 GHz entre Wi-Fi e redes móveis
Foto: Folhapress

A divisão da faixa de radiofrequência de 6 GHz colocou provedores regionais de internet e operadoras de telefonia em lados opostos nas consultas públicas abertas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A agência discute regras para o uso do espectro por redes móveis e por roteadores Wi-Fi.

Neste mês, termina a consulta pública sobre o edital de licitação da faixa superior de 6 GHz para redes móveis, com leilão previsto para 2028. Também estão em andamento consultas sobre sistemas de coordenação automatizada de frequência, conhecidos como AFC, usados em redes Wi-Fi.

Em agosto, a Anatel decidiu destinar a faixa superior para a telefonia móvel. Quase 60% do espectro ficou reservado para as operadoras, enquanto o restante foi destinado aos roteadores que distribuem, sem fio, a conexão recebida por cabo, como fibra óptica.

A Abrint, associação dos provedores regionais, quer usar a consulta sobre o edital para contestar essa divisão e defender o compartilhamento do espectro entre redes móveis e conexões fixas. O presidente da entidade, Breno Vale, afirmou que os provedores precisam de mais capacidade dentro das residências para entregar velocidades maiores.

Os AFCs são softwares incorporados aos roteadores. Eles identificam sinais de radiofrequência e administram o uso compartilhado dos canais para reduzir interferências. A proposta da Abrint, porém, enfrenta oposição da Conexis, entidade que representa as operadoras de telefonia.

Posição das operadoras e da Anatel

Marcos Ferrari, presidente da Conexis, disse que a faixa foi destinada ao serviço móvel e que não vê sentido em incluir o compartilhamento nessa parcela do espectro. Como alternativa para conexões residenciais, mencionou o FWA, tecnologia que capta diretamente o sinal de uma antena de telefonia e o distribui dentro da casa, sem conexão por cabo.

O conselheiro Alexandre Freire, relator da decisão de agosto, afirmou que testes da Anatel e de instituições parceiras apontaram interferência prejudicial quando Wi-Fi e rede móvel usam o mesmo canal nas condições avaliadas. A agência, segundo ele, manteve um ambiente regulatório experimental para estudar novas formas de convivência entre as tecnologias.

A disputa também envolve o futuro do 6G. A faixa de 6 GHz deverá ser usada pela próxima geração de internet móvel, que ainda não tem protocolos totalmente definidos. A tecnologia promete velocidades entre 10 e 20 gigabits por segundo e latência cinco vezes menor do que no 5G, além de maior densidade de aparelhos conectados e uso de algoritmos de inteligência artificial na gestão das redes.

Para Carlos Nazareth, diretor do Inatel, decisões sobre bandas de frequência afetam tanto as tecnologias em operação quanto as que ainda serão implementadas. Cabe à Anatel, segundo ele, avaliar qual divisão proporciona o maior benefício aos usuários.

Texto produzido pela Redação Nexo Econômico com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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